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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Final de Semana com o Papai

As kids não recebem a visita do Pai como nós esperávamos que acontecesse mas, acredito que até em relação a isso eles já se adaptaram e sabem administrar a saudade.
Normalmente eles não ficam sabendo quando vão viajar ou se o Pai vem até a véspera para que se acontecer alguma coisa eles não fiquem chateados e também para dar conta da ansiedade.
Esse feriado que passou eles viajaram, foram na quarta depois da escola e voltaram no domingo.
Deixa los ir esta cada vez mais difícil, a casa fica vazia, sem propósito, uma coisa estranha!
Mas, mesmo assim eles vão e até incentivo porque acredito que esse contato seja muito positivo para a vida deles.
No entanto, a volta é cheia de novas adaptações.
É incrível perceber como 4 dias conseguem desorganizar toda uma rotina que foi colocada com tanto trabalho, os modos ficam pra trás, os horários são negligenciados e as reclamações são parte constante no processo.
Da pra perder a paciência viu!
Agora estamos no meio do processo onde mamãe se tornou a bruxa má, aquela que não deixa nada, que estraga os prazeres, que não entende de nada...essa é minha condição e não tenho esperança que melhore com o tempo, pelo contrario hahahaha!
The show must go on!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Comportamento...

Imagino que qualquer pessoa que vê uma criança tendo um ataque de chilique total, se jogando no chão, gritando e sendo muito mal criada com a mãe já pensou que se fosse ela...faria totalmente diferente.
Bom, eu fui esta pessoa milhares de vezes, esta que sempre achou este comportamento inaceitável, que achava que isso era coisa de filho que tem a mãe mole, de falta de educação...e por aí vai.
Hoje, o Enzo me fez passar a maior vergonha na padaria, eu realmente não sabia o que fazer. 
Se estivesse em casa, teria virado as costas e deixado ele ali fazendo o que quisesse mas, na padaria isso foi impossível.
A criatura ficou fora de si porque eu não quis comprar "balinhas"...
Sabe aquela hora, tipo 6 da tarde, com a padaria lotada e eu ali com o menino doido e a outra no carrinho...não sei como consegui manter a calma, abaixei tentei conversar, explicar mas, nada resolvia até que eu deixei tudo de lado e voltei pra casa dos meus pais.
Deixei ele na varanda e tinha a certeza que meus pais ouviriam ele chorando ou que ele fosse chamar já que a porta é de vidro...eles não ouviram, o vizinho da frente ouviu e foi até lá. 
O Enzo disse que a mamãe tinha ido embora e a vovó e o vovô tinham saído (família de loucos que deixam a criança de 2 anos e meio na varanda sozinha!).
E quando eu volto da padaria, que é 1 quarteirão da casa, encontro a seguinte cena...o vizinho tentando resgatar o menino "largado por todos na varanda" por cima do portão trancado.
E eu que achava que a vergonha na padaria tinha sido suficiente!
Quando eu cheguei ele olhou pra mim e disse "Mamãe, Enzo parou de chorar!"
E eu queria começar ali mesmo!!!

E aí eu começei a pensar a respeito, o Enzo nunca tinha tido um comportamento desses, ele é uma criança calma e obediente.
Talvez seja porque estamos na casa dos meus pais e ele esta muito fora da rotina, sem horários, regras...talvez esteja sendo dificil para ele administrar tudo isso porque é uma maneira muito diferente da que ele viveu até hoje.
Está sem ir na escola, sem amiguinhos...e ao mesmo tempo rodeado de muita gente.
Ainda esta semana começamos nossa mudança e quando estivermos na nossa casa acredito que as coisas vão melhorar.
No momento, preciso ter muiiiiita paciência...vai passar...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Contradições da vida materna

Sabe aquele tipo de comportamento que você não aprova e antes de ter filho você vê e pensa "o meu nunca vai fazer isso!"
É melhor mesmo, só pensar e não verbalizar porque o seu filho provavelmente vai fazer isso sim.
Pelo menos algumas vezes até você conseguir (se conseguir) mudar o comportamento.
Não acho que fui radical nas idéias que tinha sobre a educação do Enzo, em relação a televisão eu tinha em mente que não seria legal ficar o tempo todo na frente da tv, mas, reconheço que existem bons programas, educativos e que um pouco não faria mal, pelo contrário, ajudaria.
No entanto, atualmente o menino acorda e a primeira coisa que ele fala é "titi" (assistir) e corre para o sofá, que fase, aqui em casa ninguem mais aguenta "titir" o mesmo filme!
Essa semana é a vez de Madagascar e "Pico" (Pingo Pinguim).
Se estamos em casa, estamos "titindo" filme! Complicado viu!
Estou tentando alguns métodos alternativos para tirar a atenção da TV, se o tempo esta bom estamos indo todas as manhãs em um parque aqui perto de casa, mas, se o tempo esta fechado não temos muita opção.
Santa Escolinha!
Outra coisa que observei essa semana e fiquei olhando assustada foi um ataque de choro na cozinha com direito a se jogar no chão e ficar deitado gritando!
Hahaha...fiquei assistindo a cena e tentando imaginar de onde ele tirou aquele comportamento, o que era aquilo?
Como eu não liguei muito o "ataque" passou rápido e não demos ibope pra situação.
E aí fiquei pensando...como eles são inteligentes, vão tentando todas as maneiras para conseguirem o que querem.
Aprendendo a viver desde pequeno porque é exatamente isso que a gente sempre faz, embora muita vontade de se jogar no chão em um ataque de stress nos seguramos, mas, vamos tentando as diversas possibilidades até conseguir o que queremos.
Se bem que um ataque desses de vez em quando iria surtir efeitos surpreendentes! Tenho certeza, pelo menos aqui em casa...hahaha....

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Birrento e desafiador...

A medida que vai crescendo vai ficando cada vez mais independente, teimoso e desafiador principalmente desafiador.
Antes do Enzo até acreditava que as crianças eram ingênuas, mas, hoje tenho certeza que não são não pode ser!
Não é possível ele não saber o que está fazendo quando eu digo nãããooo e ele continua com a mesma ação só que agora olhando pra mim com aquela carinha de “tudo bem você diz que não, mas, mesmo assim eu quero fazer e aí o que você vai fazer com isso?”.
Ele ainda não tem a total compreensão das coisas, no entanto, em alguns momentos acredito que ele diferencie o sim do não, o quente do frio, o claro do escuro e o certo do errado.
Me preocupo muito com a questão da espontaneidade e da curiosidade, tenho medo que dizendo tantas vezes nããão eu possa de alguma maneira estar desencorajando suas atitudes exploratórias e atrapalhar o seu desenvolvimento ou sua vontade de aprender então, na medida do possível, tento lhe dar uma alternativa de ação quando ele esta fazendo algo que não pode mostro alguma coisa que pode.
Esta funcionando, mas, haja idéias.
E aí eu fico pensando...até que ponto posso ou devo priva-lo do não? O mundo é cheio de nãos, de não pode, de não quero, não não não não...
Será que com isso eu estarei preparando corretamente a minha mini pessoa para o mundo?
Sobre as suas atitudes desafiadoras tento olhar nos olhos, explicar (explicar muitas vezes) e quando mesmo assim não consigo o que eu quero ele vai para o castigo por 1 minuto.
Confesso que morro de remorso porque ele fica realmente bastante sentido, mas, espero que esteja fazendo a coisa certa, aliás, em relação a educação de filhos tirando os excessos procuro não condenar nada porque cada mãe ou pai tenta fazer o melhor para seu filho, faz acreditando que está fazendo o melhor e é isso que vale.
É preciso conhecer a personalidade e desenvolver técnicas ou atitudes que favoreçam os ensinamentos, uma criança de temperamento calmo não precisará de um desprendimento maior de energia dos pais nos seus ensinamentos, já uma criança de temperamento difícil será bem diferente.
O importante é não perder a idéia da necessidade da educação, da preparação para o mundo.
Somos responsáveis por eles e do fundo do meu coração espero estar fazendo o melhor para o meu filho.
Se eu errar...vai ser por amor!