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quarta-feira, 28 de maio de 2014

O poder da troca!

Este mês foi tempo de visita de rotina ao pediatra e como eu faço todo ano, aproveito para pedir que eles façam todos os exames para um check up geral e ainda solicito uma dose de vermífugo e assim foi feito!
Não faz muito tempo tivemos um episodio um tanto traumático com a Giu no Hospital quando ela precisou tomar soro, a menina simplesmente deu show na ala de emergência foram 4 enfermeiras e muitas picadas até que finalmente alguém conseguisse pegar a veia.
Para mim foi um choque porque nunca a tinha visto em tamanho descontrole e medo.
Eu conversava com ela, mas ela não me ouvia, aliás ela não ouvia ninguém.
Portanto, quando vi que ela faria o exame de sangue, comecei a pesquisar porque definitivamente eu não queria outro show muito menos coloca la em uma situação de tanto medo e desconforto novamente.
Li muitas coisas, tive ideias, mas o comportamento mais utilizado é a troca!
Então, aproveitei um dia de calmaria e expliquei que os exames de sangue seriam feitos em breve, detalhei o procedimento e a dor, decidimos como iria acontecer e que só depois que a mamãe terminasse de contar até 10 as lágrimas estariam liberadas, antes disse tinha que aguentar!
O ponto alto da conversa foi o final, quem não chorasse poderia escolher um presente!
Decidi leva-los separadamente Enzo, como eu já imaginava, mostrou um medo normal pediu para eu contar e pronto, não chorou e ganhou uma bota!
Chegou o dia dela, toda ressabiada queria ver e perguntou tudo sobre o laboratório, expliquei mil vezes qual seria o procedimento e a necessidade de deixar que os enfermeiros fizessem o trabalho deles, sem ninguém precisar agarrar, segurar ou amarrar e a mamãe estaria ali junto com ela durante todo o tempo.
E foi assim, entrou, sentou, pediu para contar e eu contei até 10 terminou e nenhuma lágrima caiu.
Fiquei totalmente surpresa nem parecia aquela menina do escândalo no hospital!
Assim que terminou, olhou pra mim e disse "não chorei né, agora quero a minha Peppa"!
Não sou a favor destas trocas mas, neste caso deu certo.
Só não pretendo deixar que vire rotina...
 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Dia do Deficiente Físico

Essa semana comemorou-se o dia do Deficiente Físico, incrível como hoje em dia se tem "dia" para tudo.
Até acho legal e interessante já que a proposta é lembrar e promover a inclusão...depois que tive meus filhos percebi que se locomover com uma cadeira de rodas pode ser complicado já que passo por muitos maus bocados com o carrinho das crianças.
As calçadas, guias rebaixadas, ruas, lojas, lugares...nada estão preparados para essas pessoas o que ao meu ver é um total descaso.
De repente se os responsáveis por essas mudanças pudessem passar dois dias tendo que se locomover dessa maneira as coisas poderiam ser diferentes.
Catanduva vem passando por grandes mudanças no transito nos ultimos anos, semáforos novos, faixas, asfalto e  as tais guias rebaixadas simplesmente não existem.
Pode até parecer que não dou valor para as mudanças, que são boas, mas não são suficientes e definitivamente não são para todos.
Tomara que a fixação desses "dias especiais" sirvam para mobilizar as pessoas ou pelos menos para fazer com que alguns pensem que acesso é um direito do cidadão e não depende da condição que ele se encontra.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um novo desafio...


Hoje, 29 dias depois do nascimento da Giulia minha mãe voltou para Catanduva.
A partir de agora somos eu e meus filhos, confesso que a sua partida não me deixou tão assustada quando como ela se foi depois que o Enzo nasceu.
Não gosto nem de me lembrar o quão aterrorizada eu ficava só de pensar que estava sozinha com aquele pedacinho de gente, que coisas horríveis podiam acontecer e que eu provavelmente não saberia resolver.
Simplesmente não tinha noção do que era o instinto materno...
A verdade é que dessa vez ter a minha mãe aqui foi ainda melhor, além de me ajudar, trocar informações e me ensinar ela me fez companhia e nós somos muito felizes quando estamos juntas.
Hoje de manhã quando me despedi senti que a minha melhor amiga estava indo embora (mais uma!), ela precisava ir, tem a sua vida e nós também temos a nossa aqui.
Foi especial conviver diariamente com ela e poder relembrar como foram os anos que moramos juntas.
Não me canso de dizer que minha Mãe é demais e que quero conseguir ser para os meus filhos tudo o que ela é para nós.
Porque ser mãe, para mim, é mais do que simplesmente parir ou criar...mãe é exemplo, auxílio, companhia, amor, paciência...e outras milhares de coisas...
Os novos desafios já estão acontecendo e tenho certeza que logo nossa rotina já estará estabelecida e essa sensação de "perdida" vai passar...afinal, tudo passa!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Birrento e desafiador...

A medida que vai crescendo vai ficando cada vez mais independente, teimoso e desafiador principalmente desafiador.
Antes do Enzo até acreditava que as crianças eram ingênuas, mas, hoje tenho certeza que não são não pode ser!
Não é possível ele não saber o que está fazendo quando eu digo nãããooo e ele continua com a mesma ação só que agora olhando pra mim com aquela carinha de “tudo bem você diz que não, mas, mesmo assim eu quero fazer e aí o que você vai fazer com isso?”.
Ele ainda não tem a total compreensão das coisas, no entanto, em alguns momentos acredito que ele diferencie o sim do não, o quente do frio, o claro do escuro e o certo do errado.
Me preocupo muito com a questão da espontaneidade e da curiosidade, tenho medo que dizendo tantas vezes nããão eu possa de alguma maneira estar desencorajando suas atitudes exploratórias e atrapalhar o seu desenvolvimento ou sua vontade de aprender então, na medida do possível, tento lhe dar uma alternativa de ação quando ele esta fazendo algo que não pode mostro alguma coisa que pode.
Esta funcionando, mas, haja idéias.
E aí eu fico pensando...até que ponto posso ou devo priva-lo do não? O mundo é cheio de nãos, de não pode, de não quero, não não não não...
Será que com isso eu estarei preparando corretamente a minha mini pessoa para o mundo?
Sobre as suas atitudes desafiadoras tento olhar nos olhos, explicar (explicar muitas vezes) e quando mesmo assim não consigo o que eu quero ele vai para o castigo por 1 minuto.
Confesso que morro de remorso porque ele fica realmente bastante sentido, mas, espero que esteja fazendo a coisa certa, aliás, em relação a educação de filhos tirando os excessos procuro não condenar nada porque cada mãe ou pai tenta fazer o melhor para seu filho, faz acreditando que está fazendo o melhor e é isso que vale.
É preciso conhecer a personalidade e desenvolver técnicas ou atitudes que favoreçam os ensinamentos, uma criança de temperamento calmo não precisará de um desprendimento maior de energia dos pais nos seus ensinamentos, já uma criança de temperamento difícil será bem diferente.
O importante é não perder a idéia da necessidade da educação, da preparação para o mundo.
Somos responsáveis por eles e do fundo do meu coração espero estar fazendo o melhor para o meu filho.
Se eu errar...vai ser por amor!