Mostrando postagens com marcador Maternidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maternidade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Maternidade



A Maternidade pra mim foi planejada de um jeito e é vivida de outro e o que tenho a dizer é que se pudesse escolher mais mil vezes, sim eu escolheria ser Mãe.

Mesmo tendo a real noção de que eu nunca mais vivi despreocupada como antes, que na lista das prioridades as minhas questões sempre estão em ultimo, mesmo com todos os medos e culpas e todas as outras mudanças que afetam a vida das mulheres quando elas se tornam mães, mesmo assim, eu ainda jamais abriria mão deste papel.

Porque tudo o que mudou em minha vida não se iguala o maior sentimento que é receber o carinho de um filho, participar do seu dia a dia, ter o privilégio de formar e guiar um ser humano, acompanhar o crescimento, ensinar, conviver e ver em pequenos e singelos gestos a gratidão por tudo que se faz por eles.

Um amor que cresce, doi, preocupa…mas que te impulsiona a rever seus conceitos, se manter atualizada com o que acontece ao seu redor, por que não existe receita, não tem padrão! O que funciona lá não funciona aqui, o que deu certo antes hoje não daria, o jeito que é para ele não da certo com ela.

E assim caminhamos juntos, uma experiência de ensaio e erros, mas sempre com o foco em acertar.

Talvez eu não seja como eles queriam, não tenha todo o tempo disponível, não consigo proporcionar tudo e nem realizar todos os desejos mas, dentro das nossas limitações eu sou a melhor Mãe que poderia ser, não a que sempre acerta, mas a que vive tentando fazer o melhor.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Eu sou a melhor mãe...que posso ser!

Vi esse selo e o post tão certo a respeito da maternidade em um blog que sigo. O texto me fez refletir em relação a tudo o que eu me propus a fazer enquanto gestava meus filhos, muitos sonhos e ideais que na vida real ou pelo menos na nossa vida não funcionaram.
E a vida é assim nem sempre o que planejamos é o que acontece!
Posso dizer que a maioria das coisas que planejei eu consegui fazer e acredito que isso se deve porque sempre ponderei a maneira como eu vivia e a partir dai imaginei como a vida seria quando as crianças chegassem.
Pra mim rotina sempre foi uma coisa boa e algo que eu gostava então até agora considero que nesse quesito tive sucesso.
Eles não nasceram da maneira como eu sonhava, não foi parto normal mas nem por isso deixou de ser especial.
Amamentei meus filhos exclusivamente até os 6 meses e depois seguimos até o primeiro ano de cada um sem nunca ter precisado complementar...não me sinto mais mãe por isso...só me sinto feliz porque a amamentação era um ato extremamente prazeroso, portanto foi fácil iniciar e seguir.
Tive o privilégio de conseguir ficar com eles no primeiro ano e agora com a volta ao trabalho vivencio outros tipos de situações.
A separação também me faz refletir sobre o que eu quero para eles e como preciso educa-los.
O mais importante de tudo isso é que tenho a consciência de que por mais que eu tente fazer tudo certo as vezes erro.
Tomara que eu consiga fazê-los entender que a vida é isso, o planejamento é necessário, os erros são inevitáveis e as mudanças importantíssimas para aprendermos, crescermos e nos tornarmos seres humanos melhores...
Eu sou a melhor mãe que posso ser...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um novo desafio...


Hoje, 29 dias depois do nascimento da Giulia minha mãe voltou para Catanduva.
A partir de agora somos eu e meus filhos, confesso que a sua partida não me deixou tão assustada quando como ela se foi depois que o Enzo nasceu.
Não gosto nem de me lembrar o quão aterrorizada eu ficava só de pensar que estava sozinha com aquele pedacinho de gente, que coisas horríveis podiam acontecer e que eu provavelmente não saberia resolver.
Simplesmente não tinha noção do que era o instinto materno...
A verdade é que dessa vez ter a minha mãe aqui foi ainda melhor, além de me ajudar, trocar informações e me ensinar ela me fez companhia e nós somos muito felizes quando estamos juntas.
Hoje de manhã quando me despedi senti que a minha melhor amiga estava indo embora (mais uma!), ela precisava ir, tem a sua vida e nós também temos a nossa aqui.
Foi especial conviver diariamente com ela e poder relembrar como foram os anos que moramos juntas.
Não me canso de dizer que minha Mãe é demais e que quero conseguir ser para os meus filhos tudo o que ela é para nós.
Porque ser mãe, para mim, é mais do que simplesmente parir ou criar...mãe é exemplo, auxílio, companhia, amor, paciência...e outras milhares de coisas...
Os novos desafios já estão acontecendo e tenho certeza que logo nossa rotina já estará estabelecida e essa sensação de "perdida" vai passar...afinal, tudo passa!

sábado, 26 de dezembro de 2009

A Giulia chegou!


Não poderia voltar a escrever sem antes contar como foi a chegada da Giulia!

Sem emoção
O nascimento da Giulia foi muito tranquilo e totalmente diferente do que eu poderia imaginar.
Fomos para a maternidade no dia e na hora marcada, a ansiedade por este momento era tanta que eu nem consegui dormir na noite anterior.
Chegamos ás 05h30 da manhã e logo descobri que não éramos os únicos que haviam planejado estar em casa no dia 24 de Dezembro, a recepção estava lotada de grávidas, malas, papais, familiares e muita ansiedade.
Me arrumei e ás 7h25 entrei no centro cirúrgico, encontrei com a minha médica, sua equipe e começamos os procedimentos.
Por mais que eu soubesse exatamente o que iria acontecer eu estava morrendo de medo e tremia muito.
A cirurgia foi super rápida como qualquer cesárea, Giulia nasceu ás 07h42, chorou bastante e depois de limpa veio para o colinho da mamãe.
Foram momentos preciosos e inesquecíveis...

Com emoção
Toda vez que lia um relato sobre parto sempre me emocionava e ficava com a impressão de que somente os partos normais poderiam ser emocionantes, carregados de sentimentos, emoções e felicidade.
Meu segundo parto, que não foi normal, teve tudo isso e estou muito feliz por fazer parte do grupo de mães que tem uma experiência marcante e feliz.
Depois de tanta espera e tanta ansiedade chegou a hora de conhecer a minha pequena, enquanto esperava por todo o procedimento fiquei pensando em como o tempo tinha passado rápido e em como a partir daquele momento minha vida se modificaria novamente.
E de repente, com um chorinho tudo o que estava a minha volta parou, o tempo parou e eu fiquei ali ouvindo baixinho aquele barulhinho que me trazia a certeza de que vale a pena viver a vida e principalmente ter filhos.
Ouvir e ver minha filha pela primeira vez foi lindo bem melhor do que eu jamais poderia imaginar.
Olho no olho, o contato da pele, o cheiro...tudo foi perfeito e inesquecível como qualquer primeiro encontro deve ser.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Mudanças...

Estou repetitiva, mas, talvez essa seja realmente a preocupação das mães que vão ter o segundo filho.
O comportamento do Enzo mudou totalmente essa semana, está super birrento e só quer ficar perto da Memem pode ser coincidência afinal ele está com os 4 dentes caninos nascendo e eu sei que isso é suficiente para deixar qualquer criança irritada, mas, pode ser também que ele esteja sentindo as mudanças chegando.
Até chorou para ficar na escola ontem!
Muitas pessoas me disseram que eu sentiria dó dele, não gosto desta palavra e muito menos do seu sentido, talvez não seja esse o sentimento mas, olho pra ele e fico me perguntando será que ele não vai sofrer muito com todas essas mudanças?
Se a gente que é adulto sofre imagina uma criança que tem toda a atenção do mundo, todos os paparicos e todo amor.
Fico feliz e tranquila por saber que ele não se lembrará de muitas coisas a não ser que a gente conte, e também sei que no futuro ele vai nos agradecer por ter lhe dado uma irmã.
Por hora quero lhe encher de carinho, atenção e retribuir todos os milhares de beijos de "bobotas"(beijo de borboleta) que ele vem me dando desde que a semana começou.
Minha família que começou com dois está prestes a ser de 4 pessoas e isso muda muita coisa.
Vamos aproveitar a visita da Vovó Rosa que vai carregar a dose de mimos com o "fofo", vamos nos dividir e aos poucos nos acostumar com a nossa nova realidade.
Seremos felizes, não tenho dúvida!
Estou concretizando um sonho de vida, que foi gerado a muito tempo atrás uma família de 4...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

35 semanas...

Esse final de semana foi diferente, além da apresentação do Enzo que foi tudo de bom eu passei todo o tempo com uma sensação de que eu precisava urgente lavar as roupinhas da Giulia e finalmente arrumar a tal mala da maternidade.
Não sei porque, sabe aquela sensação estranha...em todo caso, lavei as roupinhas ontem, passei hoje e agora pelo menos as da maternidade estão prontas.
Me senti muito mal, dores nas costas, barriga endurecida e um pouco de mal estar não sei se foi o calor, na verdade não me lembro de sentir isso quando estava grávida do Enzo.
Essa semana tenho ultrassom e consulta então saberemos melhor como a pequena está e quem sabe saber mais ou menos quando ela pretende chegar.
Eu acho que será logo, mas, posso estar errada de qualquer forma no máximo em 4 semanas ela está aí.
Sinto um certo alívio por entrar na 35 semana, a Giulia esta praticamente prontinha pra nascer e eu prontinha para recebê-la!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Maternidade à prova...

São em momentos como estes que percebo o quanto uma mulher quando vira mãe pode ser forte, tolerante, consciente e paciente.
Pela primeira vez minha cria ficou doente, não dormiu a noite toda, chorou, tossiu muito, teve febre e gemeu. De manhã quando constatamos que ele ainda tinha febre, medicamos e resolvemos levar ao Pronto Socorro.
Nunca gostei de Hospitais e imagino que isso seja normal, quem gosta? Mas, no meu caso, sempre foi mais do que não gostar era meio que apavorante e com a gravidez do Enzo e o parto tudo se desmistificou e agora consigo olhar para tudo aquilo com bons olhos ou pelo menos com os olhos de ser um "mal necessário"!
Fomos bem atendidos, nosso bebê embora caidinho se comportou bem e foi diagnosticado com laringe e ouvidos inflamados e uma tosse chata.
Está sendo um dia de estréias, primeira vez tomando antibiótico, primeira vez no pronto socorro, primeira vez fazendo inalação...bem hoje que seria a primeira vez que ele festejaria o Dia das Crianças na escolinha.
Foi meu primeiro dia de mãe com filho doente...um tanto quanto desconfortável mas sem medo, confiante de que logo os remédios vão fazer efeito e o meu pequeno estará pra lá e pra cá chamando o "Bobô", querendo "pepocas" e brincando com os "Billis".

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ser mãe...

Nós estamos sentadas almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida, ' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei, ' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas... '
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?'
Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicura impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote.
Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade.
Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa a quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma.
Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que as marcas de uma gravidez ou estrias se tornarão medalhas de honra. O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa.
Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer.
O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.
Recebi esse texto e jamais poderia deixar de compartilhar uma mensagem tão linda! Quem souber o autor, me diga.